Inês: na poesia de Resende, Camões, Bocage e Vieira

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As Trovas à Morte de Inês de Castro, da autoria de Garcia de Resende, constituem a mais antiga composição poética que chegou até aos nossos dias sobre este tema, e oferecem-nos, para além da beleza poética, a possibilidade de apreciarmos as características da escrita tradicional de raiz medieval. E as estâncias que Camões lhe dedica no Canto III d’Os Lusíadas, de inspiração classicista, atingem porventura o ponto mais alto da literatura poética sobre este trágico e supremo romance. Mas nesta edição foram também incluídas duas outras peças notáveis: a Cantata à Morte de Inês de Castro de Bocage, e o belíssimo Soneto dos Túmulos do poeta que mais cantou Inês no século XX: Afonso Lopes Vieira. Os túmulos,  sumptuosamente esculpidos, terão sido colocados face a face, por desígnio de Dom Pedro, no transepto do Mosteiro de Alcobaça: olhos nos olhos, assim se encontrarão no dia da ascensão a uma nova vida.

Idioma: Português